Novo Plano Diretor de BC Avança.

26 de março de 2026

Balneário Camboriú está virando a chave do crescimento urbano.

Em vez de repetir a fórmula comum de “liberar geral”, a cidade aposta em um modelo mais sofisticado: direcionar o adensamento para eixos e corredores definidos, justamente onde faz sentido aumentar intensidade urbana sem comprometer o que sustenta a qualidade de vida.

A lógica é direta: crescer onde a infraestrutura pode acompanhar — e fazer com que o próprio ciclo de novos empreendimentos ajude a financiar melhorias urbanas. Na prática, isso significa uma cidade que tenta evitar o clássico efeito colateral do sucesso: mais gente chegando e, junto, mais trânsito, mais pressão sobre serviços e mais perda de bem-estar.

Outro ponto estratégico é o equilíbrio entre vocações. As zonas consolidadas preservam sua identidade e seguem aptas a empreendimentos icônicos, enquanto áreas de transformação ganham regras que organizam o futuro. E há uma sinalização clara de modernização econômica: incentivar a renovação da hotelaria em regiões já vocacionadas, elevando o padrão sem espalhar impactos.

O que torna esse movimento relevante para o Brasil é a escolha do caminho difícil: planejamento orientado, com zonas bem definidas, compromisso com preservação e visão de longo prazo. É o tipo de decisão que não gera manchete pelo improviso, mas que muda o desempenho urbano de uma cidade inteira quando vira prática.

Se a execução acompanhar a ambição, Balneário Camboriú pode entregar algo raro: mais espaço para a demanda por qualidade de vida — sem sacrificar exatamente a qualidade de vida.

Pergunta que fica: quantas cidades brasileiras, com pressão de mercado, teriam coragem de fazer a mesma escolha?

 
Postagem de Stephane Domeneghini - Talls Solutions - Grupo FG Empreendimentos